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CURSOS
NOVIDADES para Setembro: Cursos de Quirologia e Tarot
Inscrições: Tm. 96 603 67 19.
Curso 1.

QUIROLOGIA - Análise das Mãos

“A vida está nas suas mãos”

A Quirologia é o estudo dos dedos, dos montes, das unhas e das linhas das mãos para compreender as características de uma pessoa e as suas tendências naturais.

Este estudo abre perspectivas fascinantes de conhecimento dos outros e de nós próprios.

As mãos são um Mapa Biológico que dá acesso imediato e intuitivo a aspectos fundamentais da natureza de uma pessoa.

O estudo e a prática da Quirologia desenvolvem a intuição e a capacidade de compreender os outros.

Programa

BASES TEÓRICAS

1. As Mãos como um Todo

Introdução à análise das mãos

Mão esquerda e mão direita

Os dedos, as unhas e os montes

As linhas principais

As linhas da vida, coração, cabeça

As linhas do destino e do sucesso

Sinais e linhas de influência

2. Áreas Específicas nas Mãos

Relações e vida amorosa e emocional

A linha do coração e a cintura de Vénus

A linha da vida, a saúde e a energia vital

A inteligência e o tipo de pensamento

A linha do destino, a carreira e as vocações

Indicações e sinais menos comuns

O desenvolvimento e a evolução pessoal

O tempo e os acontecimentos nas linhas

PARTE PRÁTICA

3. Impressão, Análise e Consulta

Técnica de análise das mãos

Impressão das mãos a tinta

Organização dos dados

Estudo por observação directa

Dificuldades de observação

Estudo de impressões, fotocópias e desenhos

Técnicas de análise e passos da consulta

Objectivos do curso: este curso de Quirologia dá aos estudantes todas as bases para se iniciarem na análise das mãos e para poderem continuar a aprofundar os seus conhecimentos. Durante o curso, cada estudante vai aprender a analisar as suas mãos passando a dominar um instrumento poderoso de conhecimento de si e dos outros.

Curso intensivo e personalizado em Junho: apenas 7 vagas.

Valor do curso: 200 Euros, pagos da seguinte forma: 100 Euros por transferência bancária para formalizar a inscrição, 100 Euros pagos no primeiro dia do curso (1 de Junho).

Confirmação prévia por telefone: Cada curso tem apenas 7 vagas. Antes de fazer a transferência para formalizar a inscrição, confirme por telefone se ainda há vagas.

Transferência bancária: à ordem de José Prudêncio [Conta da CGD 0216 048032 900. NIB 003502160004803290028]. O pagamento deve ser recebido até 48 horas após confirmação da vaga.

Importante: Na transferência coloque o seu nome para identificar a origem do pagamento, ou envie comprovativo do pagamento por E-mail.

Horário do curso: aulas de 90 minutos das 21h30 às 23h00.

Duração do curso: 8 aulas de 1h30.

Local do Curso: Rua Dr. João Soares, 12, 2º Dto., Lisboa

(ao Campo Grande, em frente ao Colégio Moderno, Metro: Cidade Universitária)

Contactos: Telefone 96 603 67 19, E-mail: joseprudencio@sapo.pt

Curso 2.

TAROT de Auto-Orientação

“A inteligência do acaso”

Como devo agir perante este problema? Quais são as tendências desta situação? O Tarot pode ser um instrumento poderoso de orientação na vida diária. Neste curso irá aprender técnicas de orientação, visualização e auto-programação. O Tarot é um caminho para a compreensão, a previsão e o desenvolvimento pessoal.

Programa

1. Filosofia do Tarot

Sistema operativo simbólico, meio de mediação, interpretação, sistemas referenciais. Mitos modeladores e mediadores da relação com o real. Modelos de realidades. Efeito de Barnun, leitura fria e técnica do Arco-Íris. Enquadramento e preparação para a consulta de Tarot. Acesso ao inconsciente, telepatia e percepção extra-sensorial. Perigo: esoterismo popular, o mito do psíquico natural, antiguidade clássica e bruxas medievais. Mediunismo rural: as incursões da avó. Sentido 1: o saber domina o real, concepção grega. Sentido 2: eficácia, ordem, organizar para melhor: concepção romana. Sentido 3: apoio existencial, útil, solidário, sereno, constante, encorajador. O Tarot como intensificador de consciência. Faça a pergunta, o fundamental está na pergunta.

2. Os Arcanos Maiores

0 Louco Espontaneidade mental que conduz à loucura ou à sabedoria.

1 Mago O domínio dos quatro elementos através da mente.

2 Papisa A dimensão reflexiva e mística do feminino.

3 Imperatriz O feminino positivo, comunicação, graça, amor.

4 Imperador O masculino positivo, poder, vontade, conquista.

5 Papa A dimensão reflexiva e mística do masculino.

6 Enamorados Afecto e compreensão na dualidade.

7 Carro Inteligência e vontade dirigindo a acção.

8 Força Conquista do eu superior pelo domínio das paixões animais.

9 Eremita Busca da verdade e da sabedoria através do retiro e da meditação.

10 Roda da Fortuna O eterno ciclo da vida no universo.

11 Justiça A disciplina e a ordem moral que organizam o mundo.

12 Dependurado A purificação e a elevação pelo sofrimento.

13 Morte Processos de transformação e de renascimento.

14 Temperança Integração dos instintos animais com a consciência superior.

15 Diabo A prisão e o poder do desejo.

16 Torre A destruição e o poder da ruptura.

17 Estrela Fé e esperança guiando o presente

18 Lua Multiplicidade de influências produzindo prioridades incorrectas

19 Sol O despertar da inspiração e da luz

20 Julgamento Regeneração e renascimento para uma nova dimensão espiritual

21 Mundo A integração da dimensão pessoal no colectivo

3. O Lançamento do Tarot

Lançamento da Carta Diária. A carta diária como símbolo do dia. Intensificação do lado positivo. Lidar com o lado negativo. Em que plano se coloca a carta?

Lançamento do Passado-Presente-Futuro. A situação e o que se lhe opõe. As bases da situação. O futuro da situação.

Lançamento em Cruz. O eu e o outro. O passado e o futuro. Cálculo da carta do meio. Desenvolvimento posterior.

A Cruz Céltica. A sequência das 10 cartas. Significado das posições das cartas. Os quatro níveis da Cruz Céltica:1. a base da situação e a base do outro. 2. o eu e o outro: presente e futuro próximo. 3. o futuro e o seu desenvolvimento (esperanças e medos). 4. o resultado.

4. Tarot de Auto-Orientação e Reprogramação

Como lançar para si próprio. Um instrumento de auto-desenvolvimento. Auto-orientação e superação de situações difíceis. Cada situação negativa tem um potencial de crescimento. Cepticismo moderado e aceitação da relatividade de todas as técnicas.

O Tarot como intensificador de consciência. Acesso ao nosso eu superior. Tomar consciência das realidades. Uma forma de reflectir sobre as tendências das situações.

Técnicas de visualização meditação. Cada arcano representa um aspecto da minha realidade que posso activar. Meditação diária num arcano do Tarot. Incorporação do potencial de cada arcano.

Diversos níveis da pergunta. O que vai acontecer? Como lidar com a situação? Qual é o melhor possível na situação.

Sentidos do uso do Tarot. Sobrenatural, superstição e pensamento mágico. Médiuns e bruxas medievais versus orientação e reprogramação pessoal. Sentido grego: “o conhecimento permite compreender a realidade e viver melhor.” Sentido romano: “a acção eficaz permite modificar as coisas a nosso favor”. Sentido transpessoal: “o acesso à nossa luz interior permite aceder a outros níveis de consciência.”

5. O Tarot em Consulta

O "setting" ou o ritual do Tarot. Como escolher o baralho de Tarot. A impregnação do baralho. O lenço protector. Tranquilidade e limpeza para aceder ao inconsciente e libertar a intuição. Criar um ambiente de concentração: luz, velas, incenso, meditação, roupa. Como baralhar as cartas. Concentração nas posições das cartas. A arte fundamental do lançamento em cruz.

Como fazer a pergunta. A formulação clara da pergunta pelo consulente. A função de focalizar a mente. Concentração numa pergunta única.

*****

Objectivos do curso: iniciação ao uso do Tarot para auto-orientação para questões concretas. O curso vai permitir usar o Tarot no seu dia-a-dia para encontrar orientação para os seus problemas e desafios. É um instrumento que ajuda a compreender as situações, a pensar e a decidir melhor.

Curso intensivo e personalizado em Junho: apenas 7 vagas.

Valor do curso: 200 Euros, pagos da seguinte forma: 100 Euros por transferência bancária para formalizar a inscrição, 100 Euros pagos no primeiro dia do curso (1 de Junho).

Confirmação prévia por telefone: Cada curso tem apenas 7 vagas. Antes de fazer a transferência para formalizar a inscrição, confirme por telefone se ainda há vagas.

Transferência bancária: à ordem de José Prudêncio [Conta da CGD 0216 048032 900. NIB 003502160004803290028]. O pagamento deve ser recebido até 48 horas após confirmação da vaga.

Importante: Na transferência coloque o seu nome para identificar a origem do pagamento, ou envie comprovativo do pagamento por E-mail.

Horário do curso: aulas de 1h30, das 21h30 às 21h00.

Duração do curso: 8 aulas de 1h30.

Local do Curso: Rua Dr. João Soares, 12, 2º Dto., Lisboa

(ao Campo Grande, em frente ao Colégio Moderno, Metro: Cidade Universitária)

Contactos: Telefone 96 603 67 19, E-mail: joseprudencio@sapo.pt

Jornalista do Expresso vai à consulta de José Prudêncio
ÚNICA Nº 1905 de 1 Maio 2009
José Prudêncio foi surpreendido quando uma cliente lhe telefonou a dizer que era uma jornalista do Expresso e que tinha ido incógnita à consulta para fazer uma reportagem.
ÚNICA Nº 1905 - 01 Maio 2009

As Linhas do Destino

Ler as mãos e aí ver a sua vida ainda faz sentido? E é verdade o que dizem?

Fomos a três “consultas”, da mais credível à clássica cigana. Bem-vindo a um universo de linhas de Urano, anéis de Salomão e cinturas de Vénus.

Ilustração de Pedro Figueiral

TEXTO DE KATYA DELIMBEUF [O artigo encontra-se em PDF no site da jornalista: www.katyadelimbeuf.com]

No século IV a.C., quando Aristóteles ensinava a arte de ler a palma das mãos a Alexandre o Grande, um dos maiores estrategos militares de sempre, a validade da quiromancia não era posta em causa. Hoje, que já não se adivinha futuro nas vísceras dos animais nem se sacrificam virgens aos deuses, ler a sina é um método em vias de extinção. Mas ainda há quem procure saber o que dizem as linhas das palmas das mãos. Propusemo-nos fazer a prova dos nove, submetendo-nos a três experiências. Procurámos no “novo Olimpo”: a internet, claro — afinal, não há nada que não esteja escrito na web, o equivalente moderno das estrelas.

Foi lá que encontrámos o primeiro quirólogo (e não quiromante — que ‘mancia’ remete para adivinhação e ‘logia’ para estudo, explicou-nos), José Prudêncio. E também a segunda, Olga Rodrigues — cujo nome só saberíamos depois de telefonar. Para a cigana teríamos que recorrer à rua. José Prudêncio tem site, escritórios em Lisboa, Porto e Braga, pode ler-se, e currículo que baste para impressionar — professor de Filosofia e Psicologia na Escola Secundária do Estoril, com mestrado em Astronomia Cultural e Astrologia da Universidade de Bath, em Inglaterra, a trabalhar num doutoramento em Astrologia Filosófica, e a lançar este mês um livro que é o estudo comparativo entre os mapas astrais de José Saramago e José Augusto França. Um telefonema marca a consulta. São 80 euros (com recibo) e uma hora, que dá direito a análise das mãos feita em conjunção com a do mapa astral e, no final, CD com a gravação da conversa.

José Prudêncio recebe-nos no seu escritório, ao lado do Colégio Moderno, no Campo Grande, impecavelmente vestido de fato e gravata, botões de punho elegantes e barba aparada. A casa é soalheira, o escritório organizado, forrado a estantes brancas cheias de livros e revistas. Na secretária repousa o computador portátil, no qual José introduz os dados do cliente, o gravador digital e, num cantinho da mesa, um pequeno Buda e uma ametista. Nada de velas, panos com estrelas nem “ambientes à Harry Potter”, como poderia sugerir a imagética do preconceito. Desde logo, desfazem-se alguns mitos: a leitura não é apenas de uma das mãos, mas das duas. As linhas não dão respostas taxativas como “quantos filhos se vai ter” nem “quantos anos se vai viver” — até porque mudam ao longo da vida. Logo, não é tanto uma previsão do futuro o que se pode obter numa leitura, mas antes uma compreensão global das nossas características.

Não dei o meu nome verdadeiro nem a profissão, para não revelar informação que queria saber se Prudêncio me iria dar. Para começo de conversa, fico a saber que tenho uma “cintura de Vénus invulgarmente forte”. “Acho mesmo que nunca vi ninguém com este traço tão marcado”, sentencia José. O que significa isso? “É uma dupla linha do coração. É sinal de capacidades artísticas, ligação à comunicação e... excesso de amor. Excesso de afectos, romance, envolvimentos amorosos. Esta cintura de Vénus vai dar-lhe algum trabalho... Há tendência para várias relações afectivas. O seu lado ideal tem dificuldade em lidar com o real. Quando descobre que os seus príncipes são sapos, e não há nenhum que não seja —, desilude-se.” Até aqui, tudo certo. O facto de eu ter “mãos compridas é um pouco como se estivessem viradas para o céu, mais ligadas ao etéreo”, continua. Isto traduz-se numa “grande sensibilidade e emotividade, melancolia. Passa por muitos estados de humor ao longo do dia e canaliza a sua sensibilidade para o trabalho”. Cada tiro, cada melro. Aliás, há, diz ele, uma ligação forte entre a identidade e a profissão, muito “associada à aprendizagem e à expansão de novos horizontes”. (Acerta de novo). Nas mãos, vê ainda “relações com o estrangeiro e fortes possibilidades de parcerias com outros países” (o que também confere) e “grande seriedade e sentido de responsabilidade no trabalho”. Outra coisa “rara” nas minhas palmas é “uma linha de Urano, sinal de grande capacidade intelectual. É rápida a pensar, inventiva, original, intuitiva.” (De ego reconfortado, pergunto-me se é agora que devo pedir um aumento...)

Descubro também que tenho “uma linha de Saturno forte, com hipótese de ter vários trabalhos ao mesmo tempo — até três. Nunca pense na sua vida em reformar-se”, diz-me. “Não é para si. O trabalho é a sua terra, canaliza os seus pensamentos, a sua agressividade...” Fala, ainda, do meu “lado mais bélico, agressivo”. “Está a ver aqui? Se se metem consigo, levam! Há uma tendência um bocadinho explosiva em si, radical, de extremos. Às vezes, a frontalidade excessiva não a beneficia. Tem que desenvolver o seu lado diplomata, ser uma voluntarista de segundo grau”. Confere tudo, de novo. Da linha da cabeça, José Prudêncio revela que “é forte e bifurcada”, o que denota “capacidade para escrever. Muitos escritores têm este traço. Esta linha, que vai por aqui abaixo, quer dizer imaginação, fantasia, sonho... Embora também haja um certo medo, porque leva a escrita muito a sério. Há coisas que só vai escrever a seguir aos 40”, diz. Aí vem o meu romance, sorrio interiormente. Quanto à linha da vida, explica que a minha é “dupla”, o que quer dizer que o meu poder mental fortalece a minha saúde. “Força anímica e grande capacidade de concretização”. Filhos? “Não há razão nenhuma para não ter. Pode ter um, dois, três, quatro — mas é difícil de ver, porque a contracepção interfere com a natureza em relação a isso”. O casamento é que deve ser levado com cautela, até porque “não tem nada que ver com o amor, tem que ver com segurança”, considera. “O casamento é a coisa mais anti-romântica que eu conheço. Se é uma romântica, nunca se case. Diria mesmo que é um erro uma pessoa casar com quem ama. Deve casar com alguém que oferece garantias”. É a estocada final para esta romântica...

Parte II: O anel de Salomão. No outro espectro desta experiência está a nossa segunda consulta, levada a cabo por Olga Rodrigues, em Massamá. Ao telefone, ela avisa que a leitura das mãos é apenas parte do tempo, sendo as cartas de tarô o complemento para perguntas mais específicas. O preço é de 25 euros, sem recibo, a duração menos de uma hora. Olga ronda os quarenta, veste um pólo cor-de-rosa e tem um aspecto informal, apesar do cabelo esticado. Recebe-nos em casa, que é também o seu ‘escritório’ há mais de três anos. Ao contrário do soalheiro apartamento de José Prudêncio, aqui está tudo às escuras. Sou encaminhada para um quarto pequeno, onde o espaço é disputado por uma cama de ferro encostada à parede, uma mesinha coberta com um pano azul escuro com estrelas (lá está o ambiente Harry Potter) e uma pequena secretária com vários objectos, entre os quais uma bola de cristal — é verdade — e um necéssaire cor-de-rosa, de onde sairão as cartas do tarô e a lupa para me ler as mãos. A amiga com quem Olga partilha a casa-escritório liga uma suave música ambiente e dá corda ao cronómetro, a lembrar os de cozinha, para marcar o tempo. Meia hora mais tarde, apitará, como que a avisar que o rosbife está pronto. Sob a lupa de Sherlock, Olga foca-se mais na minha mão esquerda, com a qual escrevo, e começa: “Uma infância atribulada. Muitos pretendentes — alguns que lhe dão água pela barba. Aliás, vai continuar a ser pretendida a vida toda, mesmo depois de casada”, diz. “Forte intuição, como se pode ver na sua mão direita, no anel de Salomão. Chamam-lhe o ‘anel da bruxa’. Significa que tem grandes capacidades mediúnicas.” Fala-me também em “muitas viagens”. Confirmo. Olga diz que a minha linha da vida vai até aos 75, 80 anos, mas que poderei ter “um acidente ou problema grave por volta dos 55, 57.” No entanto, como “as linhas da mão esquerda mudam de seis em seis meses”, e “o livre arbítrio” entra em linha de conta, posso ter esperança de alterar isto. Quanto às linhas da cabeça e do coração, “têm muitas ilhas”, o que significa “problemas de saúde, arritmias ou possíveis ataques cardíacos...”, considera. Filhos, vê “dois, por enquanto”. Profissionalmente, tenho “muitos quadrados”, o que quer dizer “sucesso garantido em projectos em nome individual”, e que nunca me “faltará trabalho”. Oxalá! Segue-se a leitura de tarô, e uma pequena conversa a que a minha curiosidade me impele: há quantos anos lê mãos (“cerca de dez”), se a crise tem afectado o número de consultas (“não, as pessoas continuam a procurar-me quando a vida não lhes corre bem”) e quais as principais questões que as preocupam (“dinheiro. a falta dele”).

Parte III: O previsível mau olhado. Normalmente, quando pensamos numa cigana a ler a sina, a frase que nos vem à cabeça é “mau-olhado”. Fomos confirmar ou desmentir esta ideia. Na av. de Roma, cruzo-me com uma. “Lê a sina?”, pergunto. “Leio. Há muitos anos. Anda comigo e não digas nada, senão corta o efeito”, avisa. “Tens sorte, não costumo andar por esta rua. Foi Deus que me mandou para aqui”. Inquiro quanto é a leitura de mão e quanto tempo demora. Não responde a nenhuma das perguntas, mas inicia desde logo a sua interpretação. Pergunto que mão quer. “Não preciso de te ver a mão, já vi tudo no teus olhos”, retorque. Começa o “diagnóstico”: “Tens uma grande inveja em cima de ti, que te puseram duas amigas... Tens filhos? Não? Mas gostavas? Compra uma garrafa de álcool etílico, esvazia-a pela metade, acrescenta-lhe duas borrifadelas de sal fino e durante 15 dias salpica o tapete da tua entrada com isso. É para afastar os maus espíritos”, explica. “Depois, durante o mesmo tempo, diz esta oração: “Trosca marrosca, Mordaça na boca, Tira-me este mal da inveja, Que eu tenho dentro de mim, Onde elas rezem, medrem, e no inferno berrem.” Ao fim de nem 10 minutos, a ‘conta’ é-me apresentada: 60 euros, mais óculos de sol como “brinde”. Dou-lhe 30 e mesmo assim sinto-me roubada.

Não satisfeita com aquela “leitura de olhos”, rumo à rua das Murtas, ao pé do hospital Júlio de Matos, à procura de uma cigana palmista, com algum dom para lá do da aldrabice. Três homens do bairro indicam-me de imediato “uma boa mulher para ler a sina, a Ermelinda”. A Ermelinda é contactada, via telemóvel — mas não está nas redondezas. Não há problema, recorre-se à mãe da Ermelinda, que também é “cinco estrelas”. Cinco minutos passados, aparece a D. Maria, uma senhora de olhos azuis, nos seus cinquentas. Faz-me sinal para me aproximar e para irmos para um sítio mais recatado. Estamos agora numa zona completamente deserta. Olha para a minha mão direita por breves segundos (não pergunta com que mão escrevo) e diz: “Já vi tudo. Tens as linhas cortadas, a do amor e do trabalho”. Agora, só por 100 euros pode “mergulhar” dentro de mim e fazer a sua parte, explica. “Só tenho 20...” Rebate que tem que “mandar vir as velas do Brasil e rezar muitas novenas durante 15 dias em Braga, no Bom Jesus”. Isto parece um filme. Será que tenho um ar assim tão ingénuo? Pergunta se existe alguém na minha vida amorosa, e sugere que se faça “um trabalho” sobre ele. “É preciso”, diz. “Traga-me uma foto dele e outra sua”. É com dificuldade que me consigo desembaraçar de marcar outro encontro para dar “o restante dinheiro”. Saio dali a pensar que, como em todas as áreas, até na quiromancia há profissionais credíveis, medianos, e simples aldrabões. As linhas cá estão, para o que der e vier. É bom saber que tenho o destino nas minhas mãos.

Mini Workshops
Mini Workshop 1.

A LUA E OS QUATRO ELEMENTOS

“A Lua e o seu Elemento são a chave da Harmonia”

Descrição do workshop: A posição da Lua no momento do nascimento revela as nossas emoções, as reacções espontâneas, as necessidades de segurança, o humor habitual e o que precisamos para nos sentirmos equilibrados e felizes.

O elemento dominante indica a nossa energia de base e a forma de expressão com a qual nos sentimos mais à vontade.

A combinação e o peso relativos dos Quatro Elementos indicam o nosso nível de harmonia interior e dá indicações sobre como o desenvolver.

Objectivos: Este workshop personalizado, apenas com quatro participantes, tem por objectivos ajudar a uma compreensão mais clara da forma de ser espontânea e da expressão energética fundamental de capa participante, assim como indicar formas de desenvolver uma maior harmonia pessoal.

Cada participante recebe: 1) o seu Mapa Astral com a posição do Sol, Lua, Planetas e Ascendente. 2) Texto sobre a combinação dos seus elementos dominantes. 3) Texto sobre o Signo e o Elemento da sua Lua. 4) Texto sobre a sua combinação Sol/Lua (uma entre 144). 5) Certificado de participação.

Valor do Workshop e forma de pagamento: 40 Euros pagos por transferência bancária à ordem de José Prudêncio [CGD 0216 048032 900, NIB 003502160004803290028]. O pagamento deve ser recebido até 48 horas após confirmação da vaga.

Importante: Na transferência coloque o seu nome para identificar a origem do pagamento.

Datas do worskshop: às Segundas-feiras das 18h00 às 20h00.

Duração do Workshop: duas horas (inclui tea break de 15 minutos).

Local do Workshop: Rua Dr. João Soares, 12, 2º Dto., Lisboa

(ao Campo Grande, em frente ao Colégio Moderno, Metro: Cidade Universitária)

Contactos: Telefone 96 603 67 19, E-mail: joseprudencio@sapo.pt

Oferta: os participantes têm a possibilidade de adquirir o livro de José Prudêncio, Um Céu e Dois Caminhos, com dedicatória, por 10 Euros (45% de desconto sobre o P.V.P. 17,90 €). Partes do livro sobre os elementos são usadas no workshop.

Mini Workshop 2.

TAROT DE AUTO-ORIENTAÇÃO

“Iniciação ao Tarot”

Objectivo: iniciação ao uso do Tarot para auto-orientação para questões concretas. Preparação para o curso completo de Tarot.

Valor do Workshop e forma de pagamento: 40 Euros pagos por transferência bancária à ordem de José Prudêncio [CGD 0216 048032 900, NIB 003502160004803290028]. O pagamento deve ser recebido até 48 horas após confirmação da vaga.

Importante: Na transferência coloque o seu nome para identificar a origem do pagamento.

Datas do worskshop: às Terças-feiras das 18h00 às 20h00.

Duração do Workshop: duas horas (inclui tea break de 15 minutos).

Local do Workshop: Rua Dr. João Soares, 12, 2º Dto., Lisboa

(ao Campo Grande, em frente ao Colégio Moderno, Metro: Cidade Universitária)

Contactos: Telefone 96 603 67 19, E-mail: joseprudencio@sapo.pt

Mini Workshop 3.

QUIROLOGIA

“Iniciação à análise das mãos”

Objectivo: iniciação à análise das mãos como meio de auto-conhecimento. Preparação para o curso completo de quirologia.

Valor do Workshop e forma de pagamento: 40 Euros pagos por transferência bancária à ordem de José Prudêncio [CGD 0216 048032 900, NIB 003502160004803290028]. O pagamento deve ser recebido até 48 horas após confirmação da vaga.

Importante: Na transferência coloque o seu nome para identificar a origem do pagamento.

Datas do worskshop: às Quartas-feiras das 18h00 às 20h00.

Duração do Workshop: duas horas (inclui tea break de 15 minutos).

Local do Workshop: Rua Dr. João Soares, 12, 2º Dto., Lisboa

(ao Campo Grande, em frente ao Colégio Moderno, Metro: Cidade Universitária)

Contactos: Telefone 96 603 67 19, E-mail: joseprudencio@sapo.pt

SABE QUAL O SIGNO DA SUA LUA?
José Prudêncio
Sabe qual é o Signo da sua Lua? O mais provável é que não saiba. Pois é, toda a gente sabe o Signo do seu Sol mas poucos sabem o Signo da sua Lua. Sim, porque o chamado «meu Signo do Zodíaco» é precisamente a posição do Sol no dia do nascimento. Assim, quando alguém diz que é do Caranguejo ou do Sagitário, isso significa que nasceu numa determinada altura do ano em que o Sol estava nesse Signo.

É fácil saber qual a posição do Sol porque esta se repete todos os anos na mesma data. Diferentemente, a Lua tem um movimento muito mais rápido, percorre o Zodíaco em vinte e oito dias, pelo que a sua posição só pode ser calculada através dumas Efemérides planetárias ou dum programa de computador.

O ciclo de 28 dias da Lua constitui o mês lunar, que é ligeiramente inferior ao mês de calendário. É este o mês que se usa quando nos referimos aos nove meses de gestação e ao ciclo menstrual da mulher. Este ciclo lunar tem também influência sobre os humores e as alterações emocionais.

Conheço vários médicos que dizem ter notado que nas urgências, aos fins-de-semana em que há Lua Cheia, a afluência é maior, tanto devido a mais acidentes como a maiores perturbações emocionais, mais excessos de álcool e de drogas. Há também maior instabilidade nos doentes psiquiátricos.

A Lua tem influência sobre as marés. Simbolicamente tem relação com a água e com a noite. A um nível mais interior, podemos admitir que tenha uma influência subtil nos seres humanos por estes serem compostos maioritariamente por água.

A vida interior, a sensibilidade e as emoções estão representadas num mapa astral pela posição da Lua e pelas relações que esta forma com os outros planetas. Por exemplo, se uma pessoa nasceu com a Lua em conjunção com Vénus, tende a ser simpática, ter uma aparência física atraente, ter modos harmoniosos e reacções emocionais suaves. Tende a procurar o equilíbrio com os outros e a evitar conflitos, sendo uma boa relações públicas, com facilidade em comunicar com o público. De forma oposta, alguém que tenha nascido com a Lua em conjunção com Saturno – que representa a seriedade, o esforço e o tempo – tende a ser reservado, tímido, mais dado ao trabalho prático e a uma natureza melancólica.

Assim, tão importante como o Signo do Sol é o Signo da Lua, que representa as emoções e as reacções, a necessidade de segurança e de protecção, o equilíbrio psicológico, os primeiros anos de vida e a relação com a mãe. Vários aspectos fundamentais da natureza duma pessoa podem ser compreendidos através da análise da Lua no mapa astral de nascimento.

Muito importante também é o Elemento da Lua - Fogo, Ar, Água ou Terra – pois indica o tipo de energia e de actividades que nos dão segurança interior, confiança nas nossas capacidades e uma sensação de bem-estar. Alguém que seja obrigado a realizar continuamente tarefas que vão contra a expressão do Elemento da sua Lua acaba por se sentir esgotado, desmotivado, sem energia, deprimido e alienado.

Quem tem a Lua nos Signos de Fogo precisa continuamente de novidades, de entusiasmo e fé, de um envolvimento energético com as coisas e com as pessoas. O pior para este tipo de pessoas são as rotinas, o trabalho repetitivo, a falta de entusiasmo. Para as Luas em Ar há uma necessidade profunda de comunicação, de troca de ideias, de falar e de compreender as coisas e as pessoas racionalmente. A compreensão e a comunicação racionais são indispensáveis para este tipo de pessoas, o pior que lhes pode acontecer é estarem isoladas e perdidas nas suas próprias emoções, com as quais têm dificuldade em lidar. Para quem tem a Lua num Signo de Água a segurança emocional passa pela empatia, pela partilha de sentimentos, pela proximidade emocional, por sentir que protege e é protegido. O pior para estas pessoas é a sensação de aridez, a falta de calor humano, de partilha e de proximidade, o excesso de racionalização, as relações impessoais e distantes. Finalmente, os que têm a Lua num Signo de Terra sentem uma grande necessidade de segurança material, de estabilidade, duma profissão digna e segura, de realizarem o seu trabalho com competência. O pior para estas pessoas é o entusiasmo irrealista, a esperança de que tudo vai correr sem esforço pessoal e a irresponsabilidade perante a vida.

Por vezes o Elemento da Lua é oposto ao Elemento dominante do mapa astral. Neste caso a pessoa experimenta sempre um maior ou menor grau de contradição interior: uma parte de si quer uma coisa, enquanto a outra quer o seu contrário. Este tipo de tensões causam por vezes um grande mal-estar, confusão e a impressão de que, faça-se o que se fizer, está-se sempre descontente. As possíveis soluções para estes conflitos podem ser identificadas nas consultas de orientação e previsão. Enquanto nalguns casos isso pode ser relativamente fácil, noutros pode ser impossível encontrar soluções totalmente satisfatórias, tendo a pessoa que aprender a aceitar as suas próprias contradições e a viver o melhor possível com elas, tendo presente que em cada escolha sempre se ganha e se perde algo.

Dada a importância e o fascínio destes temas, vou passar a fazer habitualmente um workshop personalizado sobre “A Lua e os Quatro Elementos”, para pequenos grupos, em que no final cada participante sinta que adquiriu novos instrumentos de desenvolvimento pessoal e de construção de uma vida mais harmoniosa.

Para terminar, diria que cada um de nós precisa ter a coragem de ser e de se afirmar para o exterior, de ser criativo e de fazer brilhar o seu Sol, assim como de cultivar a sua interioridade, de se sentir em paz consigo próprio e de estar emocionalmente ligado aos outros, ou seja, de sentir a protecção e a intimidade da Lua e de uma bela noite de sonhos inspiradores

Última actualização: Maio de 2010
© José Prudêncio - Lisboa 2009