"Não Acredito em Astrologia!"
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José Prudêncio
"Não Acredito em Astrologia!"
Ao contrário do que se supõe, não é preciso acreditar na astrologia. Numa das minhas consultas a maioria das pessoas deixa de acreditar na astrologia e passa a verificar que esta funciona mesmo.

Não precisamos acreditar naquilo que vemos e que podemos verficar. Não acredito na astrologia porque esta não depende da crença, é algo que verifico há anos e que posso usar de modo eficaz.

Para mim a astrologia não é matéria de fé, não é magia nem religião, não é sabedoria oculta ou divina. A astrologia é um meio, um instrumento que utilizo para conhecer as pessoas, para compreender as fases das suas vidas e o seu tempo interior, para as orientar e aconselhar, para as ajudar a tomar as melhores decisões possíveis.

No fundo, a astrologia é apenas uma técnica, um sistema que nos dá um mapa sobre os caminhos da nossa vida, tal como um mapa das estradas ou o mapa duma cidade. Não me passaria pela cabeça ir viajar pela Europa sem um bom mapa. Porquê? Porque isso antecipa o conhecimento das estradas, das cidades e dos países, e com isso aumenta a minha capacidade de escolher com consciência e liberdade: quero saber e decidir para onde vou.

As minhas consultas baseiam-se prioritariamente na análise do mapa planetário de nascimento, na posição relativa dos planetas e nas relações que estabelecem entre si. A partir disso faço um quadro das características dessa pessoa, das suas forças e fraquezas, dos momentos importantes da sua vida. Tudo isso com pormenor, evitando as descrições vagas, o não é carne nem peixe. Evito também dar aulas de astrologia e a linguagem esotérica, antes uso uma linguagem simples, dirigida à pessoa que está à minha frente. Tento adequar o meu discurso ao nível de formação e aos interesses da pessoa que me consulta.

Para além da análise astrológica, as minhas consultas baseiam-se nos meus estudos de Filosofia e de Psicologia. Estudei também meditação, sabedoria budista, programação neurolinguística e técnicas de auto-hipnose, que utilizo dentro do possível. Estudei Direito dois anos, gosto de assuntos práticos e dou essa orientação às consultas. Também me interesso por saúde natural, por viver em equilíbrio comigo, com os outros e com a Natureza. Posso dar algumas indicações úteis, em particular nos casos de cansaço, stress, depressão moderada. Por vezes, quando julgo útil, oriento os meus clientes para outros profissionais como médicos, psicólogos, psiquiatras, naturistas, advogados e até padres: perante a situação concreta da pessoa que tenho à minha frente, eu que não sigo religiões, vejo às vezes que o melhor é rezar, ir a uma igreja, a uma mesquita ou a um qualquer lugar sagrado.

O objectivo das minhas consultas é ser útil a quem me consulta. Sem julgamentos nem moralismo, sem a pretensão duma sabedoria superior que tudo conhece. O meu saber é apenas humano, baseado nos meus estudos, na minha experiência e inteligência, na capacidade de compreender, de orientar e aconselhar os outros.

Na consulta procuro abrir novas perspectivas sobre cada um, sobre as suas potencialidades, sobre as suas fases da vida, sobre os desafios que inevitavelmente surgem, sobre o modo de lidar com as crises e com as decisões difíceis, sobre o seu tempo interior. Admito que pode haver pessoas para quem a minha consulta tenho sido inútil, mas a maioria diz-me que gostou muito dela porque os ajudou a compreender melhor os problemas e a encarar as coisas com mais segurança e tranquilidade.

Um sujeito passa um dia a visitar o Museu do Prado enquanto outro acha isso uma perda de tempo. Quem poderá dizer qual é a melhor forma de gastar o tempo das nossas vidas? Muitos preferem não pensar muito sobre si próprios, não se analisar, não ter noção do seu futuro. Acham que quanto menos se sabe mais feliz se é. A minha perspectiva não é essa.

© José Prudêncio - Lisboa 2006